terça-feira, 23 de setembro de 2014

VASCO ARAÚJO | Re Cordum: Voltar ao Coração

Inauguração: 24 de Setembro de 2014, 22 horas 


A exposição Re Cordum: Voltar ao Coração de Vasco Araújo apresenta obras que exploram relações de poder, dependência e submissão, quer enquadradas pelos contextos familiar e social, como sustentadas em noções de exotismo e alteridade. 
O título da exposição remete para a dupla valência da expressão latina Re Cordum, traduzindo-se por “regresso ao coração”, abrangendo ainda o sentido mais evidente de recordação, memória. Neste sentido, a voz apresenta-se como o meio pelo qual personagens e objectos materializam conflitos internos, reflectindo acerca da sua própria condição, nas relações consigo e com o Outro
A exposição parte assim de ficções despoletadas a partir da memória específica de cada personagem ou objecto, como nas composições formadas reproduções de retratos de Eduardo Malta, pintor vinculado à ideologia do Estado Novo, e retratista da sociedade próxima aos círculos de poder da época. Outros objectos compósitos incidem sobre a temática do exótico, sublinhando a contradição inerente às diferentes origens dos elementos que os compõem. 
Re Cordum: Voltar ao Coração é a primeira exposição individual de Vasco Araújo na BAGINSKI, GALERIA/ PROJECTOS. 

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Carpe Diem - 18º ciclo de exposições

Se faltou à inauguração do 18º ciclo de exposições do Carpe Diem Arte e Pesquisa , agende uma visita e acompanhe os diversos eventos que acompanham as exposições.


Até ao dia 20 de dezembro 
Aqui fica uma sugestão/evento  que não deve perder - inscrições até 30 de setembro:

Seminário

Goethe, leitor de Kant por Maria Filomena Molder
Quintas-feiras, 2, 9, 16 e 23 de Outubro das 18h30 às 20h30

Sessão I. Tempo, Espaço e Forma
Sessão II. Natureza, 
Conceito e Ideia
Sessão III. Arte e Natureza, Arte e História
Sessão IV. Meteorologia, Forma e Sublime
Programação em ficheiro descarregável.

Valor de inscrição: 1 x 70 Euros | 2 x 120 Euros
Número mínimo: 15 participantes



quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Manuel Botelho | Confidencial/Desclassificado: Missa Campal

" Missa Campal " -  Manuel Botelho
" Vão ser 2 exposições simultâneas que se complementam.É como uma exposição única em 2 locais separados e com catálogo comum. "Manuel Botelho


Confidencial/Desclassificado: Missa Campal

Esta exposição revela, em simultâneo com “Missa Campal” (Galeria do Parque de Escultura Contemporânea Almourol, em Vila Nova da Barquinha), os mais recentes desenvolvimentos do trabalho de Manuel Botelho. São séries desenvolvidas na continuidade da longa e diversificada temática de “Confidencial/Desclassificado” que o artista iniciou em 2007 e que, até hoje, desdobrou já em inúmeras exposições e acções.

A partir da iconografia da Guerra Colonial e da visão particular, histórica e socialmente delimitada por ela definida, Botelho alarga os territórios da sua reflexão ao conjunto de questões da História da Arte Ocidental, da política actual e da condição humana em geral. Neste campo, trabalha sobre a vida e a morte, evidentemente, mas também sobre as condições em que a sobrevivência do corpo individual e colectivo, da solidão e da misericórdia se podem revelar ou avaliar.
Para tal, Botelho cria catálogos de objectos gerais e particulares. No espaço do Pavilhão Preto, apropria-se de álbuns de fotografias, tornando anónimos factos e situações concretas do quotidiano dos homens no mato, assim as tornando generalistas; encena, sobre essas imagens, personagens de iconografia religiosa que, retiradas ao contexto particular a que pertencem, alteram não apenas o seu estatuto como o estatuto das imagens com as quais são relacionadas. No espaço da Galeria do Parque, na subsérie “parada”, regista, de modo frontal, uma longa mas aleatória colecção de miniaturas de guiões/estandartes militares (quase novos ou desgastados até à obliteração), concentrando nessa corrente descontínua todas as tensões possíveis entre imagem e palavra e os valores cromáticos e compositivos – de tal modo que o confronto finalmente se resolve numa inevitável aproximação à abstracção.



João Pinharanda  (comissário )


Confidencial/Desclassificado: Missa Campal
Galeria do Parque, Vila Nova da Barquinha
Inauguração dia 20 de Setembro, 17:00h.
Exposição de 20 de Setembro de 2014 a 11 de Janeiro de 2015


Manuel Botelho
Confidencial/Desclassificado: Missa Campal
Pavilhão Preto do Museu da Cidade, Campo Grande

Inauguração – 24 Set – 18.30h
Exposição de 25 de Set. a 16 de Nov. de 2014


A não perder !!!

sábado, 13 de setembro de 2014

Paula Rego - Obras Inéditas





Paula Rego, Blind Sister, 2014, pastel sobre papel colado em madeira, 120 x 160 cm


Inauguração: sábado dia 13 de setembro de 2014 às 16H


No âmbito das comemorações dos seus cinquenta anos,  a Galeria 111 apresenta uma exposição de obras inéditas de Paula Rego,
Da exposição fazem parte dezoito desenhos a pastel dos finais dos anos 70, Pig’s Head, da fase do Espantalho, Fawn e Blind Sister, dois trabalhos de grande mestria com uma enorme intensidade dramática.


Galeria 111 - Lisboa
Campo Grande, 113 | 1700-089 Lisboa
T: +351 21 797 74 18



sexta-feira, 13 de junho de 2014

Seminário Luso Brasileiro "gostos em estado de utopia"


Este seminário decorrerá mediante um cronograma em estado de utopia, suspensão e deriva…consignado a partir das viagens a Portugal, propiciadas e a partilhar com outras instituições. Regularmente, far-se-á um acerto de datas em que os convidados brasileiros façam as suas viagens, estipulando um ritmo de jornadas, mais concentradas ou distendidas, que se intercalam com atividades realizadas por artistas e investigadores portugueses. A temática global deste seminário permanente alimenta-se, pois, do confronto, diálogo e/ou questionamento acerca das tipologias, conceitualizações e problemáticas, sob desígnio de: “gostos em estado de…utopia, suspensão e deriva” a promover entre autores, artistas, pensadores e outros protagonistas. Articula-se, em particular, aos projetos de investigação, alocados ao InEd – Projeto Educação Estética e Formação de Públicos para a Arte Contemporânea; Projecto Geografia Cultural do Século XX Português; Linha de Atuação: Práticas Profissionais em contextos Culturais. Centra-se na abordagem interdisciplinar sobre as poéticas e políticas das artes em Portugal e no Brasil, dilatadas num arco entre os anos 80 e até à atualidade.

Maria de Fátima Lambert


segunda-feira, 9 de junho de 2014

PIRES VIEIRA. ANTOLÓGICA: DA PINTURA À PINTURA.

MNAC - Museu do Chiado   : Atrium, Piso 1 e 2, até 14 de setembro

Direitos Reservados

Em 2014, Pires Vieira perfaz 45 anos de percurso como artista plástico. As suas primeiras obras datam de 1969 e as primeiras exposições individuais, em Portugal, tiveram lugar em 1971, quando ainda estava exilado em França. Depois do 25 de Abril regressa a Lisboa, onde participa em individuais na Galeria Quadrum e colectivas como a exposição itinerante “Pena de Morte, Tortura, Prisão Política”, em 1976, a histórica iniciativa de Ernesto de Sousa “Alternativa Zero”, de 1977, e representações nacionais em várias capitais europeias. Afirma-se com a geração de 70, inicialmente em conotação com o grupo francês Supports-Surfaces. No entanto, a cada década seguinte, Pires Vieira conquista novo fôlego e surpreende pelas abordagens e desafios, numa atitude de independência, com um trabalho que se centra na pesquisa, questionamento, empirismo e contenda face aos limites da pintura.

Direitos reservados
Esta exposição constitui a primeira antológica dedicada à obra de Pires Vieira. Face ao volume de “obra” existente, à surpreendente consistência do percurso realizado, com articulações e interpelações que perpassam décadas e fases, foi criada uma parceria entre o MNAC e a Fundação Carmona e Costa, por forma a contemplar uma visão de conjunto do percurso criativo deste artista. Assim, no MNAC apresenta-se uma selecção de obras produzidas desde finais de 1960 até ao início deste século XXI, e na FCC expõe-se grande parte da obra em papel, nas suas inúmeras variantes, igualmente desde finais dos anos 60, até à actualidade.
Tendo em conta que a cronologia não é um factor decisivo em Pires Vieira - o chronos(tempo) é explorado pelo logos (estudo) - toda a sua obra é desenvolvida num permanente devir dialético. As próprias referências artísticas de Pires Vieira revelam essa relação aberta entre distintos períodos históricos. O artista estabelece uma relação de interesse com Cézanne, Matisse, Rothko, Ad Reinhardt e o minimalismo americano, o espacialismo italiano, o expressionismo abstracto, entre outros, assumindo-os como fontes no seu caminho de pesquisa e experimentação.
Autor de uma extensa obra conceptual no domínio da pintura, o trabalho de Pires Vieira, centra-se na exploração da cor e do suporte, por via da “desconstrução” da pintura, do processo de desmaterialização e da conquista da tridimensionalidade. Com recorrente prática da mimetização, variação e seriação, desenvolve uma atitude crítica e de crescente reflexão sobre a essência da arte na vertente da pintura.
Pires Vieira afirma-se no contexto da arte portuguesa como um caso singular, com identidade própria, que não é fácil categorizar e exige de quem interpreta o seu trabalho uma estrutura alargada de conhecimento, face ao carácter idiossincrático da sua obra.  O facto de ter assumido uma postura liberta de convenções e de ter procurado manter-se independente dos preceitos estabelecidos no “meio das artes”, contribuiu para um desconhecimento da sua obra que pode agora ser colmatado.

Adelaide Ginga, curadora


Direitos  Reservados


Bibli. Press release da exposição