quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Paulo Nozolino - Make do

Make do , Paulo Nozolino

Make do é o título da exposição que Paulo Nozolino inaugura na Galeria Quadrado Azul, em Lisboa, no dia 1 de Outubro pelas 22H.

Não há acasos no trabalho de Paulo Nozolino. Nem mesmo num trabalho onde o sujeito do seu olhar é única e exclusivamente a mulher. Corpo de imagens consistente, “Make do evolui de 1974 a 2013 e traduz uma trajetória crescente na dramatização de momentos e encontros, acompanhando a maturidade do artista e a definição do seu posicionamento no universo da fotografia.


Abrindo caminho para critérios ideológicos fortes, desvendam-se aqui marcas visuais precisas a delinear convicções pessoais e políticas. Nada é ficção.  Enigmáticas, crípticas, sensuais, agressivas, belas, todas as fotografias agora reunidas gritam vida e eternidade num discurso banhado por uma perturbadora e inquietante serenidade.    


A exposição estará patente até 24 de Dezembro.

Bibli. Press release da exposição






sexta-feira, 13 de março de 2015

" Caminhos ... " de António Carmo

Partida e Chegada 2013 100x100

na Biblioteca de Gaia até 30 de março


Aquele Anjo 2012 100x100





Encontro e Azulejos 2013 100x100.


segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

ÂNGELA FERREIRA | AYRSON HERÁCLITO | EDSON CHAGAS

NOVO BANCO e Museu Coleção Berardo anunciam os artistas selecionados para o NOVO BANCO Photo 2015
Independance ChaCha 2014. LumiarCite¦ü_Angela Ferreira-2200


NOVO BANCO e o Museu Coleção Berardo anunciam os três artistas selecionados para a edição de 2015 do Prémio NOVO BANCO Photo, o mais importante prémio de arte contemporânea realizado em Portugal - Ângela Ferreira (Lisboa), Ayrson Heráclito (Salvador da Baía) e Edson Chagas (Luanda).

O NOVO BANCO mantém, desta forma, a sua aposta de mecenato cultural na área da fotografia, dando continuidade ao formato e ao valor pecuniário do prémio, bem como os pressupostos de internacionalização por via da seleção dos artistas, que podem ser de nacionalidade portuguesa, brasileira ou dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa.

O critério de seleção dos artistas requer que estes tenham efetuado uma exposição de obras em suporte fotográfico e/ou a edição de uma publicação durante 2014.

A escolha destes artistas foi da responsabilidade de um júri de seleção representativo do triângulo geográfico referido, composto por Luís Silva (Lisboa), fundador e diretor da Kunsthalle Lissabon; Adriano Pedrosa (São Paulo), diretor artístico do Museu de Arte de São Paulo; e Bisi Silva (Lagos), fundadora e diretora do Centre for Contemporary Art, em Lagos, que analisaram o panorama expositivo da fotografia no período a que reporta o prémio (2014).

Independance ChaCha , 2014. LumiarCite¦ü_Angela Ferreira
Ângela Ferreira foi nomeada pelo júri «pela sua exposição individual Indépendance Cha Cha, apresentada em 2014 na galeria Lumiar Cité em Lisboa. Esta exposição surge como uma continuação do projeto que a artista desenvolveu para a Bienal de Lubumbashi, justapondo uma forma escultórica reminiscente da arquitetura colonial do centro de Lubumbashi e dois vídeos. Um dos vídeos documenta uma performance, apresentada na bienal, que lida com narrativas de trabalho forçado nas minas daquela zona; o outro mostra a interpretação de Indépendance Cha Cha, um hino emblemático dos movimentos independentistas da África francófona na década de 1960.»

Na opinião do júri, Edson Chagas, no seu trabalho, «usa o contexto urbano de cidades como Luanda, Londres ou Newport como cenário para criar um “arquivo” de objetos banais. O seu interesse centra-se em captar a forma como os objetos abandonados, dispersos pela cidade, oferecem um olhar sobre os hábitos de consumo de um determinado local. Ao fotografar estes objetos, por vezes movendo-os para criar a sua própria composição, o artista cria uma relação entre o objeto e o contexto, entre uma ideia e a realidade. Edson Chagas foi nomeado para o NOVO BANCO Photo 2015 pela exposição Luanda, Encyclopedic City, em representação de Angola na 55.ª Bienal de Veneza (2013), onde conquistou o Leão de Ouro pela melhor participação nacional, bem como pela sua exposição individual na galeria Belfast Exposed Photography (2014), onde apresentou a série em curso Found Not Taken

Found Not Taken, Londres, 2008 ©Edson Chagas

Para o júri, Ayrson Heráclito na sua obra «investiga as ricas relações entre África e o Brasil, explorando as ligações políticas, sociais e culturais entre estes dois territórios, demonstrando um interesse especial na história da escravatura e nas religiões afro-brasileiras, de uma perspetiva privilegiada: Salvador, Bahia, a capital do Brasil africano, onde vive e trabalha. O vídeo e a fotografia são os principais suportes utilizados pelo artista, que também recorre a instalações e outros media. No ano passado, Ayrson Heráclito participou em várias exposições, onde apresentou trabalhos como Segredos Internos (1999-2009) em Do Valongo à Favela (Museu de Arte do Rio, Rio de Janeiro), Múltiplo II em Histórias Mestiças (Instituto Tomie Ohtake, São Paulo) e o vídeo Barrueco (2004) em Memórias Inapagáveis (VideoBrasil, SESC Pompeia, São Paulo).»

Bori- Oxum_Ayrson Heraclito
Os artistas selecionados apresentarão os seus trabalhos no Museu Coleção Berardo, numa exposição composta por obras inéditas, com inauguração agendada para o dia 17 de junho, sendo o vencedor conhecido durante o mês de setembro, em data a anunciar.

Pedro Lapa, presidente do júri do prémio NOVO BANCO Photo e diretor artístico do Museu Coleção Berardo, salienta que «No curso das últimas edições do prémio foi possível constituir uma rede própria de conhecimento, circulação e premiação de artistas lusófonos. Todos os países envolvidos tiveram contacto com as práticas artísticas no domínio fotográfico dos seus parceiros, que muitas vezes desconheciam. O prémio tem sido, por isso, um relevante contributo para o aprofundamento desta rede lusófona, que importa salvaguardar num mundo cada vez mais globalizado, onde novas articulações se definem. A continuidade e perseverança destes processos é chave para a sua concretização efetiva. A renovada aposta por parte do Novo Banco é um motivo de louvor e grande satisfação para o Museu Coleção Berardo e para todos os que acreditam na sua pertinência.»

Bibli. Press release

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Palmeiras Bravas/The Current Situation de Pedro Barateiro

Inaugura dia 11 de fevereiro, quarta-feira, às 19h00 - Museu Coleção Berardo



The Current Situation (Prologue), 2015. Video still. Cortesia do artista e da  Galeria Filomena Soares.


O Museu Coleção Berardo apresenta a exposição Palmeiras Bravas/The Current Situation de Pedro Barateiro (n. 1979) constituída por trabalhos concebidos especificamente para o efeito. Estes produzem uma observação inquietante do presente estado do mundo onde vivemos.
A estranheza de cada imagem, objeto, filme ou escultura implica um conhecimento associado a uma prática e a uma política com os quais se entrelaçam as comunidades e os atores, que somos nós, num determinado confinamento histórico. Por isso estes trabalhos ocupam uma posição de fronteira, são um local de conflito onde a naturalização das tensões e a mitificação das fantasmagorias se revertem uma na outra para revelar as diferenças que os articulam e se jogam nas diversas narrativas que organizam a exposição.


Pedro Lapa
Diretor artístico e curador da exposição



Um programa reunindo os filmes We Belong to Other People When We're Outside e Feitiço/Spell, realizados por Pedro Barateiro, será apresentado no auditório do museu no dia 14 de fevereiro e repetirá a 14 de março, 18 de abril e 16 de maio, sempre às 16h00.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

lançamento de livro Memorator de Paulo Catrica

Fotografias atuais do TNDM II em diálogo com os registos do incêndio de 1964 , dia 31 janeiro às 17 horas
João Pedro Amaral -fotografia

“O incêndio que destruiu o interior do Teatro Nacional D. Maria II na madrugada de 2 de dezembro de 1964 instiga e coabita o argumento. A reconstrução durou catorze anos, e o ‘novo’ teatro inaugurado em maio de 1978, pelo poder político que emergiu com a Revolução de Abril, é o derradeiro exemplo do ‘historicismo’ arquitectónico que orientou muitas das obras do Estado Novo.

Partindo do presente, de fotografias do teatro realizadas em 2014 e resgatando fotografias históricas a diversos arquivos, em particular ao espólio do fotógrafo José Marques, recentemente adquirido pelo TNDM II, este atlas fotográfico projeta um edifício do ‘novo’ e do ‘outro’ teatro. No entanto, recusa a perspetiva do inventário ou a construção de um resumo, não segue uma cronologia nem mesmo regras de serialização documental. Não pretende nem ilustrar, nem reconstruir o edifício do teatro, o que existe hoje ou o que desapareceu consumido pelo fogo em dezembro de 1964. As fotografias enquanto citações, revelam e confrontam micro‐histórias, de assuntos, factos ou acontecimentos criando uma narrativa historiográfica que interseta e confronta a matriz documental e a hipótese alegórica das fotografias.”

Paulo Catrica





O lançamento do livro Memorator, de Paulo Catrica,  terá lugar no  dia  31 de janeiro, às 17h, no Salão Nobre do TNDM II. A sessão será apresentada pela investigadora em História da Fotografia, Emília Tavares, e contará com a presença do autor e de atores do elenco do espectáculo Macbeth, em cena à data do trágico incêndio  do Teatro. 


Uma edição TNDM II / Bicho do Mato (Coleção “Estudos”), no âmbito do projeto Memória (1964)

Bibli. Press release do evento