quinta-feira, 2 de outubro de 2014
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
“Où va-t’-on?”
(ANA VIDIGAL na SALA DO VEADO)
Tudo isto são
restos. Restos de momentos que ninguém quis, porque não gostaram de se ver, restos do primeiro filme em que me lembro
de ter chorado. Restos de frases que roubei, de textos que me deram, de coisas que li e nunca esqueci. São coisas assim aos cacos mas todas juntas. E é tudo uma contradição. Enquanto luto pelo esquecimento da imagem capturada, procuro uma nova que só existe provocada pela sensação da que está por baixo. Mas acho que isto é o normal para
quem quer mostrar o seu passado, tapando-o. No fundo no fundo andamos sempre a
jogar às escondidas.
Ana Vidigal
Bibli. Press release da exposição
terça-feira, 30 de setembro de 2014
“Prometheus fecit: terra, água, mão e fogo” - Residências artísticas de cerâmica em Alcobaça no Museu Nacional Soares dos Reis
…Os processos de residências artísticas, na era do
contemporâneo, propiciam a reconquista da experiência em que a permanência e a duração são
incentivos pretendidos.
Numa época em que as tarefas, desempenhos e situações se
concatenam (quase sem intervalos de pensamento), na exigência de respostas
quase imediatas, demora e decorrência são privilégios para os rtistas e demais
operadores culturais.
A conceção, criação e produção de obras foi desenvolvida
durante a permanência de 15 artistas, consolidando o projeto que foi
localizado, pela segunda vez, na Fábrica de Cerâmica PP & A - S.
Bernardo, Alcobaça.
Em 2010/2011, sob impulso de Graça Pereira Coutinho
concretizou-se a primeira etapa deste processo, que abarcou 6 artistas e culimou na exposição
“Poder do Fazer” no Museu Nacional do Azulejo em Lisboa, patente entre janeiro e setembro de 2013.
Em 2014, reuniu-se um grupo de artistas portugueses e
brasileiros, procedendo de diferentes contextos e formações, “chegados” de viagens
transatlânticas ou deslocando-se de cidades portuguesas. Tal confluência proporcionou contextos inesperados de
experiência e pensamento; promoveu diálogos e confrontos; impulsionou novas articulações poiéticas e
concetuais. Associou-se técnica e criatividade, refletindo intencionalidades e decisões diferentes, por
parte dos artistas e dos outros protagonistas que os visitaram durante as estadias.
As residências iniciaram-se em abril do corrente ano,
prolongaram-se até inícios de agosto e, ainda nalguns casos, entraram pela
primeira quinzena de setembro. Os grupos, em permanência na Fábrica, organizaram-se
na presença simultânea de 3 ou 4 artistas aos quais, com frequência, se
associavam mais um e outro.
Dentro da fábrica, a condição de “sedentarismo” para os
artistas que são “nómadas eventuais”, o contato com as matérias e a
disponibilização de instrumentos e equipamentos especializados, conduziu
desafios e efetivou situações, sob desígnio de superação pessoal, quando vivida
numa “comunidade” de ideais, atuações e criações.
Às caraterísticas manifestas de uma “estética industrial”,
acresceu a reverberação simbólica do património arquitétónico e a histórica
qualificação técnica dos funcionários especialistas que, em boa cumplicidade,
colaboraram com os artistas, sempre que possível.
O entusiasmo, o detalhe e o perfecionismo evidenciaram-se em
cada momento, num apoio significativo que viabilizou peças magníficas e
inovadoras. As abordagens desenvolvidas são já denotativas de estratégias e
procedimentos adequados, por cada artista pensado e decidido, tendo cumprido as
suas propostas plásticas e desígnios estéticos.
Em abril passado, realizou-se no Museu Nacional de Soares dos Reis (Porto) a apresentação do programa de residências, na mesa-redonda em
que participaram:
Paulo Cunha e Silva (Vereador de Cultura CMP),
Maria João Vasconcelos (Diretora MNSR), Arqtº Manuel da Bernarda (Fábrica PP & A - S. Bernardo), Dr. Alberto Guerreiro (Museu Cerâmica); Dr. Leonel Rosa
(ADEPA), os artistas Carolina Paz (BRA) e Albuquerque Mendes (PRT) e Maria de Fátima Lambert, curadora do programa.
As obras realizadas durante a residência – numa profusão que
ultrapassou qualquer expetativa – apresentam-se, agora, na exposição coletiva
patente no Museu Nacional Soares dos Reis (Porto).
Numa geografia onde a água e a terra propiciaram – desde
tempo e memórias longínquos – a dimensão alquímica da cerâmica, o
desenvolvimento das residências dos 15 artistas portugueses e brasileiros,
adquiriu consistência e interesse acrescidos, prevendo-se que “alastre”
futuramente.
Maria de Fátima Lambert
Fábrica de Cerâmica PP&A [S. Bernardo ] – Alcobaça
Museu Nacional de Soares dos Reis [MNSR] - Porto
residências artísticas de cerâmica contemporânea
exposição das obras produzidas no MNSR
inauguração a 2 outubro 2014
ARTISTAS :
Albuquerque Mendes, Beatriz Horta Correia, Bela Silva, Catarina Branco, Graça Pereira Coutinho, Isaque, Jorge Abade, Luís Nobre, Maria Pia Oliveira, Sofia Castro, Susana Piteira, | Portugal
Carolina Paz, Estela Sokol, Fábio Carvalho, Gabriela Machado | Brasil
CURADORIA – Maria de Fátima Lambert
Bibli. Press release da exposição
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
domingo, 28 de setembro de 2014
A Encomenda Prodigiosa. Da Patriarcal à Capela Real de São João Batista - MNAA
NOVA DATA DE ENCERRAMENTO : 20 OUTUBRO 2013
Galeria de exposições temporárias
Igreja e Museu de São Roque

D.Joao V, Batalha Matapão-NE
A esplendorosa Basílica Patriarcal de Lisboa era celebrada por toda a Europa. Cenário único, onde se levava a efeito uma surpreendente emulação da corte pontifícia, entendida como elemento de prestígio da própria corte portuguesa, tornou-se numa das mais dramáticas perdas geradas pelo Terramoto de 1755. Possuía uma extensão, felizmente poupada pelo sismo: a Capela de São João Batista, também encomendada por D. João V com o respetivo tesouro e edificada na Igreja de São Roque.
Evocar essa encomenda e o caminho que conduz da Patriarcal à Capela Real de São João Batista, exumando fontes e vestígios que o tempo parece ter querido apagar, é o objetivo desta exposição, dividida entre o MNAA-Museu Nacional de Arte Antiga e a Igreja e Museu de São Roque.
Comissários
António Filipe Pimentel
Teresa Vale
Press realese
Galeria de exposições temporárias
Igreja e Museu de São Roque
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| D.Joao V, Batalha Matapão-NE |
A esplendorosa Basílica Patriarcal de Lisboa era celebrada por toda a Europa. Cenário único, onde se levava a efeito uma surpreendente emulação da corte pontifícia, entendida como elemento de prestígio da própria corte portuguesa, tornou-se numa das mais dramáticas perdas geradas pelo Terramoto de 1755. Possuía uma extensão, felizmente poupada pelo sismo: a Capela de São João Batista, também encomendada por D. João V com o respetivo tesouro e edificada na Igreja de São Roque.
Evocar essa encomenda e o caminho que conduz da Patriarcal à Capela Real de São João Batista, exumando fontes e vestígios que o tempo parece ter querido apagar, é o objetivo desta exposição, dividida entre o MNAA-Museu Nacional de Arte Antiga e a Igreja e Museu de São Roque.
Comissários
António Filipe Pimentel
Teresa Vale
Press realese
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
“Ligações Europeias do Neorrealismo” - MNR
A exposição integra bens culturais do acervo museológico do MNR, testemunhos da ligação entre autores e pensadores portugueses e estrangeiros associados ao movimento neorrealista.
Tal como nos refere António Pedro Pita, Diretor Científico do MNR, […] Para o Museu do Neo-Realismo não se trata, unicamente, de assinalar uma data significativa ou de dar o seu contributo para um programa nacional de reconhecida importância. Mas de introduzir, na conceção estabilizada de neorrealismo, uma nota dissonante: o neorrealismo é uma resposta portuguesa a uma problemática europeia e mundial e desenvolve-se em comunicação […] e em sintonia […] com diferentes aspetos dessa problemática […].
A exposição estará patente na Livraria do Museu do Neo-Realismo até 31 de dezembro.
Tal como nos refere António Pedro Pita, Diretor Científico do MNR, […] Para o Museu do Neo-Realismo não se trata, unicamente, de assinalar uma data significativa ou de dar o seu contributo para um programa nacional de reconhecida importância. Mas de introduzir, na conceção estabilizada de neorrealismo, uma nota dissonante: o neorrealismo é uma resposta portuguesa a uma problemática europeia e mundial e desenvolve-se em comunicação […] e em sintonia […] com diferentes aspetos dessa problemática […].
A exposição estará patente na Livraria do Museu do Neo-Realismo até 31 de dezembro.
Press release da exposição
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